quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

GIRLANDA E ARVORE DE NATAL


GUIRLANDA 

     Nós sabemos que na época de Natal, existem muitos enfeites e estes estão relacionados ao deus Sol, o deus da feitiçaria, da bruxaria babilônica. Um exemplo é a guirlanda. Guirlanda é uma coroa verde, adornada com fitas enroladas e bolas, ambas coloridas: verdes, amarelas, azuis, roxas, rosas, verdes; enfim, variadas são as cores.
     Muitas pessoas enfeitam as suas portas, a vemos em muitos lares quando se aproxima a época do Natal. Nós a olhamos e até achamos bonito este enfeite, todavia, a guirlanda tem a ver com o paganismo! Lembre-se: Tudo na época de Natal está relacionado com o deus Sol. Diz o livro “Resposta a algumas perguntas”, de Frederic Rasquins: “A guirlanda remonta aos costumes pagãos de adornar edifícios e lugares de adoração para a festividade que se celebrava ao mesmo tempo do atual natal”. 

     E qual é a festa que se celebrava ao mesmo tempo do atual natal? Festividade do nascimento do deus Sol, da feitiçaria babilônica! 
Os adoradores do deus Sol, de Tamuz (Babilônia), Baal (Canaã), Hórus (Egito); Júpiter (Roma), de Mitra (Pérsia), Eros (Grécia); quando chegava pertinho de 25 de dezembro, enfeitavam as casas: colocavam aquelas coroas verdes com bolas e fitas coloridas para mostrarem que eles eram adoradores do deus Sol, que eram feiticeiros, que eram bruxos. Eles enfeitavam as portas das casas em honrarias ao deus Sol, assim como também enfeitavam os altares deste deus. Então, esta época de Natal que as nações, que os países, que muitas pessoas enfeitam ruas, enfeitam lojas e casas com guirlandas, são desde o tempo da Babilônia! 

     Naquela época, os adoradores do Sol, os bruxos, os adeptos, os feiticeiros, os simpatizantes, adornavam as portas para mostrar que adoravam ao deus Sol.
 E o que significa esta guirlanda hoje? A mesma coisa do passado! 
     Quem enfeita a sua casa com a guirlanda, está dizendo que serve a Baal, que serve a Tamuz, que é servo de Hórus, servo de Júpiter, Mitra, Eros; que são nomes diferentes do deus Sol! A pessoa está se mostrando adoradora do deus Sol, é o sacrifício da idolatria porque eles enfeitavam para sacrificar aos ídolos. Em Deuteronômio 32.16-17 está escrito: “Com deuses estranhos o provocaram a zelos; com abominações o irritaram. Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus; aos deuses que não conheceram, novos deuses que vieram há pouco, aos quais não temeram vossos pais”.

     A guirlanda é sacrifício aos diabos, aos demônios! Você está colocando coisas de sacrifício a Satanás na sua casa. Você diz que não adora a Baal, mas o início da guirlanda é Baal! Afinal, eram apenas bruxos, feiticeiros adeptos do deus Sol que faziam tais coisas, que adornavam as suas casas. Deuses estranhos não podem habitar a sua casa. A guirlanda é uma oferenda, é um sacrifício. Esta é a posição que você tem de tomar a partir de agora, escrita em Josué 24.15: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR”.

     
Tome a decisão agora, arranque os deuses dos seus pais, arranque os deuses dos antepassados de sua casa! Você e a sua casa devem servir ao Senhor!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

PENTECOSTES E NEO PENTECOSTAL


A DIFERENÇA ENTRE PENTECOSTAIS E NEO-PENTECOSTAIS


Existe um vasto conteúdo na mídia retratando o movimento pentecostal e seus desdobramentos, tais como o neo-pentecostalismo. Alguns cristãos e líderes cristãos julgam ser a mesma coisa. Muitas denominações pentecostais não detectam se quer a menor diferença entre ambos. E até já se tornaram neo-pentecostais. Minha análise, pesquisa e explanação sobre o assunto tem o objetivo de exibir a diferença entre os movimentos e detectar a nocividade do neo-pentecostalismo para o evangelho de Jesus.

A DIFERENÇA HISTÓRICA



O pentecostalismo teve sua origem no início do século XX d.C., Em 1900, Charles Fox Parhma (figura ao lado) alugou a “Mansão de Pedra”, como era conhecida em Topeka, Kansas – EUA, para constituir uma escola bíblica chamada Betel.








Em janeiro de 1901, os alunos de Charles Fox Parhma se reuniram para orar e, neste dia, alegaram ser batizados com o Espírito Santo e passaram a emitir palavras desconhecidas. Esse foi o estopim para o movimento da Rua Azuza em 1906. Onde um de seus discípulos: o pastor William Joseph Seymour (figura ao lado). Num pequeno armazém em Los Angeles – EUA, começou o pentecostalismo.




O pentecostalismo chegou ao Brasil trazido por operários imigrantes. Primeiro em 1910, pelo italiano Louis Francescon (figura ao lado – cima), fundador da seita Congregação Cristã do Brasil, e, logo em seguida, em 1911, pelos suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg (figura central – abaixo), fundadores da Igreja Evangélica Assembléia de Deus.



DIFERENÇA HISTÓRICA - SEGUNDA PARTE: O NEO-PENTECOSTALISMO FASE 1

Já bem depois da metade do século XX d.C., surgiu o movimento neo-pentecotal (fase 1), que quer dizer: “novo pentecostalismo”. Em meados das décadas de 60 e 70. Que nasce sob a influência do evangelista e escritor Essek William Kenyon – 1867 a 1948 (figura ao lado). Kenyon foi grandemente influenciado pelo deísmo*, dualismo gnóstico*.


*Deísmo: O deísmo é uma postura filosófica que admite a existência de um Deus criador, mas não nega a realidade de um mundo completamente regido pelas leis naturais, científicas e metafísicas sem interferência divina.

*Dualismo gnóstico: Pensamento que divide a vida em dois ramos que se opõem: o espírito e a matéria. Ao invés de ver o corpo (ou carne) e o espírito (ou alma) como um conjunto harmonioso, o dualismo ver a carne e o espírito em guerra um contra o outro. Além disso, a carne é vista como má, pois atrapalha o desenvolvimento da alma.

*Gnóstico: Seita dos tempos apostólicos que defendia a posse de conhecimentos (gnosis) secretos que, segundo eles, tornava-os superiores aos cristãos comuns que tinham o mesmo privilégio. A premissa básica do gnosticismo é a cosmovisão dualista.

Kenneth Hagin – 1917 a 2003 (figura ao lado). A partir dos anos 60 o movimento de cura e prosperidade passou a ter maior foco. Junto a simples fé que Jesus Cristo cura enfermidades, Hagin associou a sua teologia intitulada Confissão Positiva* que tornou-se o elemento essencial para cura divina. Posteriormente conhecido como “Movimento Palavra de Fé”. Onde Kenyon inspirou e Hagin desenvolveu.


* Confissão positiva: É um título alternativo para a teologia da fórmula da fé , também conhecido como fé ou doutrina da prosperidade promulgada por televangelistas contemporâneos, sob a liderança e a inspiração de Essek William Kenyon. A expressão "confissão positiva" pode ser legitimamente interpretada de várias maneiras. O mais significativo de tudo é que a expressão "confissão positiva" se refere literalmente a trazer à existência o que declara-se com a boca, uma vez que a fé, segundo dizem, é uma confissão.

Além de Kenneth Hagin, vários outros nomes contribuíram com o desenvolvimento e expansão desse novo pentecostalismo, dentre vários, os que tem forte influência no Brasil: Benny Hinn (figura ao lado cima), Morris Cerullo (figura do meio), Oral Roberts (figura abaixo), talvez não se conheça bem este último nome, mas foi Oral Roberts que lançou as bases da teologia da prosperidade e vida abundante.












DIFERENÇA HISTÓRICA - TERCEIRA PARTE: Chegando no Brasil...

Esses homens, seus livros, vídeos e palestras foram e são despejados aos montantes no Brasil na década de 70 e vindo a influenciar fortemente nomes importantes que encabeçam a pirâmide do neo-pentecostalismo no Brasil: Edir Macedo (figura esq. cima), R. R Soares (figura esq. meio), Valnice Milhomens (figura esq. baixo), Robson Rodovalho (figura abaixo esquerdo), Valdemiro Santiago (figura abaixo meio) e Renê Terra Nova (figura abaixo direito).



















DIFERENÇA HISTÓRICA - QUARTA PARTE: NEO-PENTECOSTALISMO FASE 2

Em 1994 surgiu um outro novo pentecostalismo (fase 2); ainda mais distante do protestantismo e do cristianismo bíblico. O movimento conhecido como “benção ou unção de Toronto”. Nome dado por ter surgido na igreja Comunhão da Videira do Aeroporto de Toronto - Canadá. Pastoreada pelo pastor John Arnott e sua esposa Carol, também pastora (figura ao lado).




A única característica do movimento que se distinguia do anterior era a forma como as pessoas se comportavam no culto. Tudo começou no dia 20 de Janeiro de 1994 na referida igreja quando num culto as pessoas deram-se a cair no chão e rolar de rir, às gargalhadas, choros, urros de animais, e outras mais bizarrices. A teologia de John Arnott é explicitamente influenciada pelos pregadores neo-pentecostais; principalmente Benny Hinn.

DIFERENÇA HISTÓRICA - QUINTA PARTE: chegando ao Brasil...


A repercussão desse movimento chega ao Brasil e com mais força na primeira década do século XXI. E passa a ter vários cognomes : reteté, unção do cai-cai, repleplé, etc. Os apoiadores do movimento aqui no Brasil são: Pastor Marcos Feliciano (figura acima esquerda) e muitos líderes do grupo Gideões Missionários da Última Hora, com sede em Camboriú, SC. (figura acima direita).



No Brasil, a “benção de Toronto”, mais conhecida como “reteté”. Toma a euforia brasileira do samba, frevo, e é misturada com a famosa “gira da umbanda” e muitos gestos semelhantes aos cultos afros. Bem como a golpes dos personagens de vídeo game de luta: “street fighter”. (levam muito a sério).

DIFERENÇA DAS DEFINIÇÕES:

PENTECOSTAL: É quem acredita no batismo com o Espírito Santo e tem como evidência o falar em línguas desconhecidas; e crer na continuidade dos dons (continuísmo).

NEO-PENTECOSTALISMO: É aquele que até aceita certas crenças pentecostais. Mas, incorpora pensamentos fragmentados do: deísmo, agnosticismo dualista, ciência cristã*, ritos da religião afro, na prática de sua fé. Resultando em uma forte ênfase na prosperidade física e financeira, exorcismo e confissão positiva.

* Ciência Cristã: É uma seita pseudo-cristã. Cujo nome foi escolhido por Mary Baker Eddy. Fundada em 1866 na cidade de Boston, Massachusetts (Estados Unidos). A Ciência Cristã pode ser denominada como um movimento otimista dos Estados Unidos da América. Há uma semelhança de ensino com a Secho-No-Ie naquilo que é fundamental para ambas – a negação da realidade da matéria. E ambas diz: a matéria não existe. Assim, a causa da enfermidade é mental.

DIFERENÇAS TEOLÓGICAS

SOBRE DEUS...

TEOLOGIA PENTECOSTAL: O pensamento pentecostal sempre procurou manter-se firme a teologia clássica (Primeiros Pais da igreja e Agostinho) e na teologia reformada (Lutero e Calvino) sobre Deus.

TEOLOGIA NEO-PENTECOSTAL: O pensamento neo-pentecostal sobre Deus sofre influência do deísmo.

SOBRE O HOMEM...

TEOLOGIA PENTECOSTAL: O homem é apenas uma criatura de Deus. Feito a sua imagem e semelhança. Isto é, com o reflexo de Deus.

TEOLOGIA NEO-PENTECOSTAL: O homem é a duplicação de Deus. “Vocês sabiam que desde o começo do tempo o propósito inteiro de Deus era reproduzir-se?” (Morris Cerullo). O ser humano é visto sobre uma perspectiva do dualismo gnóstico*.

SOBRE FÉ...

TEOLOGIA PENTECOSTAL: É a confiança em Deus. É meio e não a causa. Prossegue na mesma concepção da teologia clássica e reformada.

TEOLOGIA NEO-PENTECOSTAL: A causa de tudo. Uma força ou poder espiritual que pode controlar a criação, comandar anjos, influenciar o futuro, e até manipular Deus. Pelo que afirmam que até Deus precisou de fé.

SOBRE A EXPIAÇÃO DE CRISTO...

TEOLOGIA PENTECOSTAL: Cristo morreu na cruz por nós. Prossegue na mesma concepção da teologia clássica e reformada.

TEOLOGIA NEO-PENTECOSTAL: Cristo ao morrer por nossos pecados ele teve que fazê-la espiritualmente. Descendo ao inferno e pagando lá o preço do pecado.

SOBRE A BÍBLIA...

TEOLOGIA PENTECOSTAL: Revelação de Deus e Palavra de Deus. Prossegue na mesma concepção da teologia clássica e reformada.

TEOLOGIA NEO-PENTECOSTAL: A chamam de “logos”, que é um livro que contém palavras de poder divino. Porém o “rhema”, que é a palavra dita, expressa de Deus, que faz com que as coisas sejam realizadas. Donde as “interpretações” dos líderes e palestrantes neo-pentecostais.

SOBRE PROSPERIDADE...

TEOLOGIA PENTECOSTAL: Provisão de Deus em nossas necessidades básicas: comer, beber e vestir (Mt.6.33).

TEOLOGIA NEO-PENTECOSTAL: Provisão de Deus em todas as coisas.

SOBRE BÊNÇÃO E MALDIÇÃO...

TEOLOGIA PENTECOSTAL: Os mais embasados na exegese bíblica, definem bênção como “conceder o bem”. E maldição como “condenação” ou “maldizer”.

TEOLOGIA NEO-PENTECOSTAL: “Bênção” é uma dádiva de muitas coisas materiais. E maldição é tipo um “feitiço”.

SOBRE SATANÁS E O MAL...

TEOLOGIA PENTECOSTAL: Anjo caído que rebelou-se contra Deus e o mal foi a causa.

TEOLOGIA NEO-PENTECOSTAL: O mal estar impregnado em toda matéria (por influência do dualismo gnóstico). Por isso, toda doença, miséria, catástrofe e maldade procedem de Satanás. Percebe-se que se faz uma confusão entre Satanás e o mal (sendo ambos a mesma coisa).

SOBRE A SOBERANIA DE DEUS...

TEOLOGIA PENTECOSTAL: Deus é SENHOR de tudo. E tudo que acontece está sob seu domínio.

TEOLOGIA NEO-PENTECOSTAL: Há uma defasagem sobre o assunto. Como Deus deixou o mundo aos controles de leis em que ele determinou. Onde até ele mesmo tem que se submeter. Onde há forças autônomas que atuam na maldição e na bênção; e no poder das palavras. Torna-se exonerada tal doutrina.

SOBRE A GRAÇA DE DEUS...

TEOLOGIA PENTECOSTAL: Deus concede favor imerecido ao homem em todos os dons.

TEOLOGIA NEO-PENTECOSTAL: Há uma defasagem sobre esse assunto também. A graça divina muitas vezes é vista como “bênção”. Não há um real compromisso com essa doutrina dentro desse movimento. Uma vez que todos recebem bênçãos, curas e tantas outras coisas pelo mérito da fé e dos “ungidos” que atuaram.

SOBRE A CURA DIVINA...

TEOLOGIA PENTECOSTAL: A cura divina não é vista como curanderismo, mas como parte futura da obra da salvação. Crer na possibilidade de que Deus realiza cura como exposição gratuita  temporária daquilo que ocorrerá definitivamente na eternidade.

TEOLOGIA NEO-PENTECOSTAL: Favorece a prática do curanderismo.

CONCLUSÃO

Espero que com essa explanação a tal “semelhança” vem a ser dissipada. Onde pastores, teólogos e líderes da igreja de Cristo venham a se posicionar. Deixando de ser coniventes ou deixando de fazer generalizações sobre o assunto.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

OS CHARLATÕES E A MENTIRA


Universal e Mundial: A guerra das Babilônias


Rilda Santos


Tem despertado especial atenção no meio cristão e fora dele a guerra “religiosa” entre Valdemiro Santiago e Edir Macedo. Recentemente, uma manobra agressiva da parte de Macedo fez com que Santiago perdesse a concessão que possuía na Rede Bandeirantes devido a atrasos em pagamento dos horários.

Valdemiro tem chorado “rios de lágrimas” por mais essa derrocada. Segundo ele, a maior de todas, pois era considerada por ele mesmo como sendo a “menina de seus olhos há 10 anos”.

O ponto ao qual quero chamar a sua atenção nesse vídeo, prezado(a) leitor(a) do Genizah, é sobre a técnica ou tática usada por Valdemiro na tentativa de “dar a volta por cima”. Atentemos para algumas delas:

1 – Santiago faz uso de uma exegese totalmente descabida e fora de contexto ao associar suas “obras” às do Mestre. O foco é: quem é o Mestre? Quem é Valdemiro Santiago? Quais são as obras do Mestre? Quais são as obras de Santiago? Santiago aproveita-se do analfabetismo não apenas funcional do povo brasileiro, especialmente seu rebanho (segundo ele, 9 milhões) para tergiversar as Escrituras e assim mudar o discurso a seu favor. Ousa dizer que as pessoas ficarão tristes, como ovelhas sem pastor sem seus programas televisivos, pois sua vida espiritual depende disso. Na passagem em questão, em João capítulo 9, ao ser questionado sobre o porquê do cego estar naquela situação tão deplorável, Jesus usou o momento para ensinar um principio da Palavra: cada um responde por seus atos e, tudo coopera para a GLÓRIA DE DEUS SOMENTE. Em nenhum momento das Escrituras vemos Jesus cobrando pelos milagres registrados em toda a Palavra, construindo templos faraônicos oriundos de ofertas daqueles que Ele curou, Jesus JAMAIS COMPROU FAZENDAS para poder ir passar os fins de semana. O mestre SEQUER PEDIU OFERTAS PARA MANUTENÇÃO DOS TEMPLOS DA ÉPOCA, ao contrário, açoitou aqueles que usaram do Templo para comercializar a fé do povo. Ele jamais se utilizou de lobby junto aos romanos para poder fazer com que algum interesse pessoal prevalecesse, Ele jamais se preocupou se as pessoas curadas iriam segui-Lo ou não, pois sabia muito bem que somente O segue quem é chamado por Deus. Ele nunca ficou dizendo quantas pessoas O estavam seguindo em “eventos promovidos” por Ele.
Ademais, Santiago diz que o fato de estar fazendo milagres testifica que ele é de Deus. Ora meus irmãos, nos últimos dias Satanás fará prodígios e sinais que enganariam até os escolhidos, se fosse possível. Milagre por milagre a Satanás também é concedido fazer PARA ENGANAR OS INCAUTOS. Lembremo-nos da passagem onde Moisés lida com os magos diante de Faraó.

2 – Ele usa 2 Samuel 12, noutra tentativa de distorcer as Sagradas Escrituras, para colocar-se na mesma situação de Davi, Natã e Urias. A questão é que Urias era REALMENTE POBRE. Em termos de poder temporal, Davi era o soberano, e Urias apenas servo. Não é essa a situação entre Macedo e Santiago. A relação que há é de dois empresários que estão usando de todos os meios possíveis (lícitos e não lícitos) para abater ao outro e tomar seus “despojos”. A mesma sentença que Davi e depois Natã deu, NÃO SE APLICA à situação de Santiago. Ele ainda ousa dizer que Deus não gostou da atitude de Macedo, invocando o juízo de Deus para Macedo. Na verdade, o juízo de Deus está sobre os dois, Macedo e Santiago. Ou Santiago se esqueceu de que ele também “tirou” Silas Malafaia de certo canal usando de astúcia? Se o juízo de Deus irá cair sobre Macedo (e espero que caia em breve!), caiu primeiro sobre Santiago. Conclui esse momento dizendo que, se Deus for justo, Macedo será desmascarado e cairá. A pergunta que fica é: Deus toma partido entre o sujo e o mal lavado? Acaso Deus é agora “moeda de maldição” para ser invocado desmedidamente quando qualquer um se sente ofendido estando com a vida toda errada? Santiago conclui: “Dessa vez o senhor foi longe demais, pois me tirou a minha única cordeirinha (referindo-se ao canal da Band)... eu não sei como é que o povo vai reagir quando ver o senhor no meu horário.” “Sabe o que vou fazer, eu vou orar pelo senhor... não sei se vai adiantar, mas eu vou orar... o senhor conseguiu tirar uma parte da minha vida (choros), o senhor conseguiu destruir a alegria das minhas filhas, da minha mulher, do meu povo, dos meus obreiros, dos meus funcionários... o que vou fazer para essa multidão de funcionários que eu tenho, que tem família, filhos, que dependem desse programa? Eu vou tentar não expulsar ninguém, mandar seu ordenado pra casa...”

3 – Ele usa João 1 onde diz que Jesus era a vida, a luz dos homens. Se ele “ressuscita” mortos, então a vida está nele também. Ele desafia Macedo a provar que suas obras são fruto do demônio. Ora, o que vemos nos relatos bíblicos é que, TODAS AS VEZES EM QUE ACONTECEU UM MILAGRE DE GRANDE PORTE toda a cidade e vizinhança comentava. Não se observa isso hoje. A mídia é sensacionalista, gosta de tudo o que promove novidade. Se fosse verdade, não creem que a mídia já teria dado o foco nisso há muito tempo? Ele usa de um silogismo falacioso ao dizer que, se ele traz vida, não pode ser Satanás. Se Satanás não traz vida, então ele é de Deus. E se ele é de Deus, e Macedo está contra ele, então Macedo está contra Deus.

4 – Santiago apropria-se o tempo todo da ironia para “denunciar” as picaretagens de Macedo e colocar-se de vítima, como se ele também não usasse de picaretagem. Ele se coloca como a grande vítima de toda essa história, evocando para si o carinho, a pena, a atenção do povo para si e “sua obra” em detrimento de Macedo. Ao chorar, ao relatar sua vida de “matuto” do interior, falar de suas dificuldades e sua “árdua” luta para ajudar a IURD a ser o que é hoje, Santiago – muito bem orientado por seus marketeiros de plantão, diga-se de passagem – mexe com o sentimental do povo brasileiro, ludibriando-o. Ele constrói uma aparente piedade cristã ao início, dizendo que não pode julgar, dizendo que está destruído, perseguido, etc, mas ao final desconstrói esse discurso, colocando a culpa sobre Macedo, dizendo que o povo já está “condolendo-se” com ele. Conclama ao povo a “ligar” para Macedo solicitando que ele continue no canal 21. A culpa pelo mundo estar fazendo chacotas da Igreja é de Macedo, não de Santiago, pois sua obra é de Deus. A Igreja é comércio por culpa da IURD, não da IMPD. 

Irmãos, não sejam mais incautos. Macedo e Santiago não são homens de Deus! São servos do diabo! Estão usando, cada um, o seu recurso para manipular a população incauta para poder satisfazer sua fome por dinheiro e poder! Um foi o mestre e o outro o discípulo que “aprimorou” as obras do seu mestre. E isso tem trazido vergonha ao Evangelho de Cristo. A função de um(a) verdadeiro filho(a) de Deus é denunciar as obras das trevas e procurar fazer como o apóstolo Paulo, mostrar a todos quanto possamos, a diferença entre servir a Deus por interesse próprio e servir a Deus por amor e gratidão, quem sabe conseguiremos arrebatar alguns do precipício!

Tenho uma sugestão muito boa para Santiago resolver temporariamente seu problema de falta de pagamento de aluguéis de templos, paralisação de obras de suas igrejas faraônicas, calotes nas redes de TV, etc... VENDA SUA FAZENDA NA REGIÃO CENTRO-OESTE! Venda seus carros, apartamentos, rádios, etc... e passe a viver como o verdadeiro Mestre! E já que se autointitulou apóstolo, arrependa-se e viva como os verdadeiros apóstolos do passado! Daí eu garanto que os recursos jamais irão faltar PARA O NECESSÁRIO PARA A OBRA DE DEUS APENAS, pois será o próprio Deus o provedor!


Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2013/11/universal-e-mundial-guerra-das.html#ixzz2jxiwfVFS

EXEMPLOS


Jovens e Adultos: Sabedoria de Deus para uma Vida Vitoriosa – A Atualidade de Provérbios e Eclesiastes

Lição 06: O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos

Professoras e professores, observem estas orientações:
1 – Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:
- Cumprimentem os alunos.
- Perguntem como passaram a semana.
- Escutem atentamente o que eles falam.
- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.
- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
2 – Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.
3 – Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.
Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.
4 – Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.
5 – Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associada a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!
6 - Agora, vocês iniciam o estudo da lição.
- Falem: A lição de hoje tem como título “O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos”.
- Para introduzir o estudo, analisem o comportamento de uma família, através do Estudo de Caso abaixo, observando o exemplo dos pais para os filhos:

“Suzana e Rafael são casados e têm 03 filhos. Eles frequentavam a Escola Bíblica Dominical regularmente, mas agora o pai passa na igreja e deixa os filhos e a esposa e volta para casa para assistir corrida de Fórmula I.
A mãe tem procurado organizar o tempo e realizar o culto doméstico, mas o pai está ausente, por causa do trabalho e outras vezes, mesmo estando em casa, ele alega que está cansado ou ocupado.
Suzana acumula muitas atividades, incluindo as tarefas domésticas, educação dos filhos, acompanhamento escolar dos filhos, cuidado com a saúde deles, além de estar fazendo curso superior. Ela também por várias vezes deixou de acompanhar os filhos para a EBD, para organizar trabalhos da universidade.
Quando o esposo está em casa, Suzana pede que seu marido coopere, observando as crianças, mas ele nega ajuda e diz que ela só tem tempo para o curso que está fazendo, inclusive recusa-se a corrigir os filhos quando fazem alguma coisa errada, argumentando que chega estressado do trabalho e quando está em casa quer sossego, retirando-se para o quarto, afirmando que se alguém ligar, é para dizer que ele não se encontra.
O pai delega para a esposa a orientação e correção dos filhos, culpando-a pelos atos errados dos filhos. O pai só corrige os filhos quando está na presença de alguém ou no carro, exigindo que falem baixo e que não sujem o carro, orientando que joguem o lixo pela janela”.

- Quer saber mais sobre o Método de Ensino Estudo de Caso? Leiam o texto pedagógico sugerido no final desta postagem.
- Agora, trabalhem os pontos levantados na lição, sempre de forma participativa e contextualizada.
- Para concluir, utilizem a dinâmica “A Semente”.
Tenham uma excelente e produtiva aula!

Dinâmica: A Semente

Objetivo: Refletir sobre a Educação Cristã no lar, como responsabilidade dos pais.
Material:
01 baú ou 01 caixa
Sementes
Figuras de pedras preciosas ou de jóias(uma para cada aluno), coladas em cartolina branca
01 caneta para cada aluno
Versículo digitado e colado em cartolina: “Eis que são os filhos herança da parte do Senhor. Recompensa de Deus, o fruto do ventre”(Sl 127.3).
Procedimento:
- Coloquem no quadro ou cartolina o versículo e depois leiam: “Eis que são os filhos herança da parte do Senhor. Recompensa de Deus, o fruto do ventre”(Sl 127.3).
- Distribuam uma figura de pedra preciosa para cada aluno.
Se for numa classe de casais, de homens/pais ou mulheres/mães: peçam para que escrevam o nome dos filhos por traz da figura.
Se for numa classe de jovens ou de alunos que ainda não são pais ou mães: peçam para que escrevam o próprio nome por trás da figura.
- Agora, peçam para que os alunos leiam o versículo “Eis que são os filhos herança da parte do Senhor. Recompensa de Deus, o fruto do ventre”(Sl 127.3), com uma modificação.
- Eles deverão falar o nome dos filhos ou seu próprio nome dessa forma, veja estes exemplos:
Eis que Priscila é herança da parte do Senhor. Recompensa de Deus, o fruto do meu ventre com Valmir.
Eis que eu, Priscila, sou herança da parte do Senhor. Recompensa de Deus, o fruto do ventre da minha mãe(Sulamita) com meu pai Valmir.
- Solicitem para que cada pessoa fale o versículo com a modificação sugerida. Se a classe for grande, orientem para que apenas alguns falem.
- Depois, Apresentem um baú ou uma caixa, com sementes dentro, mas não mostrem para os alunos.
- Falem: Tenho aqui neste baú algo muito precioso. Querem saber o que é? Antes preciso contar uma história para vocês.
- Falem: “Conta-se que um homem deixou de herança para seus filhos um velho baú(mostrem o baú). Ao abrir, depois de certo esforço, os filhos daquele senhor, ficaram surpresos com seu conteúdo. Julgando que ali encontrariam dinheiro, pedras preciosas ou algum documento de valor bancário, eles ficaram decepcionados. Reviraram e despejaram tudo no chão para investigar se havia algo escondido, mas não acharam o que buscavam. Mas, afinal, o que eles encontraram? Sementes!(abram o baú e mostrem as sementes). Um dos filhos ficou muito revoltado, xingou o pai(mesmo depois de morto) e foi embora. O segundo filho, colocou as sementes de volta no baú e ficou pensando sobre a razão do pai ter deixado para eles as sementes como herança. Depois, de vários meses, ele decidiu plantá-las no terreno da casa do pai. Qual não foi sua surpresa, houve uma grande produção e ele ganhou muito dinheiro”(autoria desconhecida).
- Perguntem: O que representa a semente na parábola do Semeador (Mt 13. 3 a 8.)?
Aguardem as respostas. Certamente eles apontarão que é a Palavra de Deus.
- Depois, reflitam sobre cada situação da parábola, associando-as ao ensino da Palavra de Deus nos dias atuais para os filhos.
Lembrando que a Palavra de Deus, a semente, para se desenvolver precisa cair em solo fértil, que deve ser preparado no lar, através das instruções na família, como também pelo exemplo dos pais e na Igreja.

- Retomando o texto lido, façam uma relação entre a herança deixada por aquele pai para seus filhos com o ensino da Palavra de Deus no lar:
As sementes estavam guardadas, mas só passaram a ter produção quando plantadas. Da mesma forma é a Palavra de Deus, se não for exposta, explicada não haverá conhecimento e prática dos seus ensinamentos.  A Palavra de Deus é bem muito precioso, uma herança dos pais para seus filhos, que deve ser compartilhada e ensinada no lar pelos pais.
- Para concluir, recolham todas as figuras de pedras preciosas, coloquem dentro do baú e leiam: “...onde está o teu tesouro, ali estará também o teu coração”(Mt 6.21).
Falem aqui está o nosso tesouro, nossos filhos, coloquemos o nosso coração, nossa vontade e determinação para que cuidemos deles, ensinando-lhes em todo tempo, conforme Dt 6. 6 a 9.
Por Sulamita Macedo.

Texto Pedagógico

Método de Ensino: Estudo de Caso

Estudo de Caso é um método de ensino que tem sido utilizado em diversas áreas do conhecimento, por ter se revelado extremamente útil para estudo de um assunto, através da análise de um fato ou situação-problema. Na Educação Cristã, também há possibilidades de utilização.
O Estudo de Caso consiste na apresentação de um problema, análise e apresentação de soluções. A situação-problema apresentada, mesmo sendo um recorte da realidade, deve fazer parte de um contexto maior, apresentando pontos similares com outros fatos; é importante ressaltar que o caso deve ser bem elaborado, contendo detalhes e pontos relevantes, para que possa ser utilizado a contento em situação de ensino e aprendizagem.
Observem este exemplo de Estudo de Caso para trabalhar com professores:
“Trim... Trim.... Trim... Trim...Trim. Insistentemente toca o despertador.
O professor da EBD, Fulano de Tal, com um olho aberto e outro fechado, olha para o relógio. São 8:00 horas. Ele se lembra que é domingo, pula da cama e observa no agendamento feito com os colegas professores  que hoje é seu dia de  ensinar. Começa a procurar a revista de lições bíblicas, olha qual o assunto e pensa: Vai ser moleza! E chega à Igreja pontualmente às 9:30 horas”.
Após a apresentação, procede-se com a análise do caso. Neste exemplo, embora apresente uma situação hipotética, há elementos reais que acontecem com os professores, que devem ser analisados, tais como: planejamento pessoal, plano de aula, organização de tempo, pontualidade, assiduidade, compromisso etc.
Este método de ensino pode ser apresentado de diversas formas:
- Oralmente: o professor ler para o grupo a situação-problema de forma que haja compreensão e possibilidade de prosseguir na investigação do caso, sem que seja necessária sua repetição por mais de duas vezes.
- Por escrito: o professor escreve a situação-problema em uma cartolina ou entrega digitada para os alunos ou mesmo apresenta através de slides.
- Através da contação de história: o professor deve ler de forma que haja entendimento do que se quer analisar. É importante que a história não seja longa.
- Apresentação de um filme: é importante a escolha de um trecho do filme, tendo em vista o tempo de aula; se o filme for curto, então há condições de exibi-lo em sua totalidade.
- Encenação: antes da apresentação, procure passar o texto com os “atores”.
- Reportagem ou documentário: neste caso pode ser escrito ou oral, observe então as orientações para apresentação dessas duas formas, como também as indicações de utilização de filme, apontadas acima.
- Através de foto: o professor deverá apresentar a foto e lançar uma pergunta.
- Apresentação da situação-problema para o grande grupo: o caso será apresentado de forma única e analisado por todos, requerendo do professor habilidade de liderança, não deixando que o tema seja desviado. As soluções apresentadas deverão ser escritas num quadro, cartolina ou outro meio visível para todos do grupo.
- Apresentação da situação-problema para fracionamentos de um grupo: o grupo deverá, neste caso, ser dividido em pequenos grupos para analisar o caso. Aqui também é importante o controle do tempo e liderança habilidosa, tanto no momento da análise do caso, como na apresentação de cada grupo.
É recomendável utilizar o Estudo de Caso antes da discussão de um tema a ser estudado, dessa forma possibilitará a diversidade de elementos para estudo, como também apontará caminhos e direção para o aprofundamento do assunto.
O Método Estudo de Caso pode ser agregado à aula expositiva, possibilitando a participação do aluno. Então, que tal utilizá-lo na EBD?

Por Sulamita Macedo.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O PROTESTANTISMO HISTÓRICO EM DECADÊNCIA


O baixo crescimento do protestantismo histórico; alguns apontamentos




por Johnny Bernardo

Os mais recentes dados colhidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgados em 2012, não deixam dúvidas de que o protestantismo histórico foi superado há muito pelo pentecostalismo. Mas à que se deve o baixo crescimento do PH? Antes de compreendermos o porquê da superação numérica, convém ressaltar três principais aspectos que, teoricamente, dariam vantagem ao protestantismo histórico (PH).

Presença no Brasil – O PH possui ramificações no Brasil desde pelo menos 1810, com o estabelecimento das primeiras capelanias anglicanas, submetidas à Igreja Anglicana da Inglaterra. Posteriormente, em 1824, os luteranos chegam ao País, tendo como principais áreas de atuação o Rio Grande do Sul e a cidade de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. A partir dos anos 50 o protestantismo de conversão começa a se desenvolver no Brasil, por meio de presbiterianos (1859), metodistas (1876), batistas (1881) e episcopais (1890). Segundo Antonio Pierucci, trata-se de igrejas para cá trazidas e aqui implantadas pela palavra de pregadores e missionários enviados apenas com este fim: converter brasileiros (O Livro das Religiões, p. 281). De 1810 a 1910 temos, portanto, um período de 100 anos de atuação exclusiva do PH, no Brasil.

Investimento em Missões – O PH é referência em investimento missionário, a exemplo das inúmeras agências missionárias mantidas por igrejas batistas e presbiterianas, mas também por metodistas. Não apenas estrangeiras, como a Missão Antioquia – fundada na década de 60, pela irmã Barbara Burns –, há várias agências de origem brasileira e mantidas por igrejas protestantes históricas e de conversão.

Investimento em Educação – Outra área em que o PH é referência é na Educação. Não apenas na área teológica, mas também em educação secular as igrejas protestantes históricas são citadas como exemplo. É em Teologia, no entanto, que o PH desponta como referência histórica, nacional, como o departamento de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo, que há anos veem formando bacharéis e mestres.

Contextualização

Apesar de o protestantismo histórico possuir mais tempo de atuação, ser citado como referência em missões e em educação, quais seriam as causas do baixo crescimento verificado nas últimas décadas? Segundo Alderi Souza de Matos, em análise do protestantismo brasileiro no período republicano, em 1930 o total de presbiterianos era de 44.500; batistas: 40.500, metodistas: 15.500 e assembleianos: 13.500. A doutora em Antropologia Carmem Cinira, em Religiões no Brasil (1991:56), destaca que em 1910 havia no Brasil apenas dois templos pentecostais; em 1970, eles já eram 1100, enquanto todas as outras denominações protestantes reunidas somavam 1400. “Diferindo de tendências históricas, que se desenvolveram mais na classe média, o pentecostalismo brota nas camadas mais pobres como grama após a chuva”, ressalta a antropóloga ao referir-se à disparidade de crescimento.

A questão socioeconômica dos brasileiros é uma das causas do baixo crescimento verificado em igrejas protestantes históricas, particularmente a partir da década de 50 quando o fenômeno migratório – motivado pela mecanização do campo e o aumento da oferta de trabalho nas grandes cidades e capitais – ocasiona os primeiros transtornos urbanos, como moradias precárias, massa de desempregados, diminuição da capacidade educacional e de saúde dos municípios. Neste contexto, o movimento pentecostal alcança as periferias, com inauguração de novos templos e conduzido por obreiros com pouca ou nenhuma instrução teológica e secular. Campanhas de cura e libertação – inspiradas em pregações de pastores norte-americanos – passam a ser um dos meios de alcance de uma população cujos índices econômicos, de acesso à saúde eram mínimos.

O surgimento de igrejas protestantes renovadas ou pentecostais e a introdução, a partir da década de 90, do modelo de evangelização conhecido como G12 ou Grupo dos Doze, são dois fenômenos que surgem em resposta ao avanço pentecostal e, ao mesmo tempo, como consequência de novas “visões” ou meios de sobrevivência de igrejas protestantes históricas – notadamente de igrejas batistas. O pentecostalismo assembleiano e de outras igrejas de segunda geração passam a ser tomados como base de uma nova estratégia missionária, de crescimento espiritual e numérico. Crentes desigrejados, insatisfeitos com o modelo tradicional de culto, vem impulsionando o desenvolvimento de um novo modelo de culto, que consiste na introdução de uma liturgia baseada em danças e ritmos seculares. Igrejas batistas, mas também pentecostais, como a Assembleia de Deus dos Últimos Dias, já adotaram o modelo.




Johnny Bernardo é jornalista, pesquisador da 
religiosidade brasileira e colaborador do Genizah